Sorcery!

Os Relatos de Ekir Dagan

Aqui seguem os relatos do misterioso feiticeiro Ekir Dagan, ao longo de sua mais perigosa jornada: recuperar a Coroa dos Reis do próprio Arquimago de Mampang!

- A Primeira Aventura

"Desde o dia da Lua Negra Analand não é mais a mesma. Antes eu tinha dúvidas, agora possuo certeza absoluta. Os espíritos do mal estão contemplando a desgraça pairando sobre nossa terra. Coube aos astros achar uma forma de unir eu e meus atuais companheiros de viagem, uma resposta vaga para uma ameaça sinistra. Outros já foram enviados, na esperança de cumprir o mesmo objetivo do qual nos mobiliza, e rezo para Hamaskis mostrar a luz do caminho para esses viajantes posteriores a nós. Porém Kakhabad é uma terra desgraçada, fétida e miserável. Até as plantas e os animais aqui possuem miséria em seu aspecto. Algo não natural paira nesse ambiente. Aceitamos de bom grado a incumbência de tal responsabilidade antes de cruzar os portões da muralha norte, e com muito pesar após ouvir seu último ranger até ser trancada novamente atrás de nós. Essas montanhas, colinas, pedras, parecem ter sido repelidas e remexidas, como se o próprio Caos houvesse perturbado a terra, fazendo-a se coçar de repugnância com seu toque vil. A força e resistência de Hakin são tremendas, suas habilidades e lealdade são incontestáveis, já sua língua dispara mais rápido que um raio, mais de uma vez ele ignorou os planos traçados e falou mais do que devia. Sua presença dentro de Analand me traz a certeza da nossa terra ter um protetor valioso, já fora dela preciso ter mais atenção em não admoestá-lo e nem deixar trazer nossa ruína. Já o sr. Elfo Azmiel é um ser intrigante. Jamais pensaria estar em tal espécie de companhia, tão pouco ter o privilégio de presenciar os efeitos de sua magnífica magia. Nosso encontro foi, coincidentemente, nos portões da nossa capital Arkleton, à caminho do posto da guarda ao norte. Nossa estadia foi breve, e as notícias já esperadas. A Coroa dos Reis foi de fato furtada por homens pássaro do Alto Xamen. Libra nos proteja, a toda Analand, pois o mandante mais propício para tal crime hediondo não poderia ser ninguém menos do que o Arquimago. Jamais houve cantiga nessas terras que trouxeram pior sentimento no coração dos homens, senão os feitos horripilantes desse maquiavélico mágico. Não ouso profanar o mencionando duas vezes, mas tanto eu quanto meus companheiros não tivemos escolhas, a não ser aceitar a incumbência de sair de Analand e trazer de volta esse símbolo da nossa prosperidade. Poucas coisas foram encontradas até acharmos o cadáver de uma senhora, graças a um rastro de sangue, e seu companheiro anão, do qual apenas este o sr. Azmiel conseguiu salvar com seu poder élfico de cura. Poder muito interessante, eu jamais conseguiria trazer de volta alguém em estado tão moribundo. O pobre anão nos alertou sobre um grupo de goblins, servos do Caos, e a emboscada destes. Hakin dissertou parte da verdade sobre nossa viagem para o anão, e embora os anões sejam honrados, em Kakhabad, foi aconselhado pelo Senhor da Visão que guarda o portão do qual atravessamos, a não confiar em ninguém. Aqui é a terra do desgraçado vil, e o limite de seu poder é uma incógnita. Traçamos o percurso da caravana da qual o senhor anão e sua companheira outrora fizeram parte, e dalí achamos, já boa parte devorados por aves de carniça, alguns cadáveres do goblins e pessoas, retificando a versão do anão. Hakin achou uma passagem entre as árvores fora do caminho, perfeita para embustes, e após eu ter removido alguns dentes dos restos dos goblins, nos dirigimos por entre a mata. Tudo ficou escuro muito rápido, e o sr. Azmiel tentou ir na frente com sua agilidade élfica para desvendar o percurso. Demos de cara com um enorme paredão e uma fenda na mesma, se prolongando pedra adentro como uma caverna apertada e desagradável. Ousei invocar as forças mágicas para trazer um goblin aonde estávamos, fazendo da infeliz criatura nosso desbravador. Chegamos ao outro lado da caverna, saindo novamente nessa floresta estranha, e, graças a escuridão, a tocha, e um debate caloroso do qual  o sr. Azmiel insistia para que retornássemos, Hakin foi pego por uma armadilha de corda! Fora erguido no ar, e bem dita seja sua habilidade física, escapou rápido. Mal nos recompomos do infortúnio fomos emboscados! Malditos goblins, nos acertaram com flechas da escuridão, mas não o suficiente para nos derrubar, dois deles surgiram da breu, sedentos por sangue e violência. Respondemos na mesma moeda! Ah! Fazia tempo que eu não erguia minha espada contra esses diabos, e não descansaria até vingar a morte daquela senhora e seus companheiros. Hakin lutou bravamente, e o sr. Azmiel traçava no ar flechas com perícia exígua. Os goblins, embora assustadores pelo barulho histérico que emitem, não são proficientes no combate, utilizam selvageria, mas carecem de força e coordenação. Eliminamos os diabos, mas não rápido o suficiente. Havia um goblin com arco dentro da escuridão. Percebemos sua presença tarde demais, deixando-o clamar por uma ajuda inesperada. De longe ouvimos os tropeços e grunhidos, um troll! Essa criatura bestial, quase nos tirou toda a compostura! Não hesitei, lancei lhe o poderoso raio ZAP que o velho me ensinou! HÁ-HÁ! Por essa o troll não esperava, acertei-o em cheio, quase sucumbi ao cansaço e as injúrias da luta contra os goblins. Por pouco pereci, e meu companheiro Hakin sofreu quase tanto quanto, mas não o suficiente para deixar o troll vivo. Em uma luta desesperada pelas nossas vidas, o troll nos acertou, felizmente não em cheio. Hakin desestabilizou a criatura após desferir poderosos ataques de seu enorme machado, e numa oportunidade trespassei a criatura com minha lâmina! Foi por pouco, mas sobrevivemos. Na pressa, acabei esquecendo de pegar mais dentes de goblins, e quase nada de valor havia no local. Saímos de lá, retomando nosso caminho. Dormimos mal na caverna passagem, e em pouco tempo chegamos à vila que faz rota para Kharé. O anão encontrado no caminho nos havia citado um certo nome, Makiar, para tratar na vila, e, sem pensar muito bem, Hakin inventou uma história rápida sobre nossa origem. Ficou clara a dúvida nos cidadãos da vila sobre nós. Uma vila feia e decadente, como o resto dessa terra. Pernoitamos após uma refeição rápida na taverna local, e vamos tratar agora de seguir nossa viagem o mais rapidamente possível para Kharé. Que Hamaskis me mostre o caminho mais seguro, e que Libra nos dê forças para combater quaisquer males!"

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DCPChamber

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