Sorcery!

Os Relatos de Hakin

Aqui seguem os relatos do honrado guerreiro Hakin, nesta que é a mais perigosa missão que já recebeu: recuperar a Coroa dos Reis do cadáver do Arquimago!

- A Primeira Aventura

Como membro honrado do exército de Analand, nada menos é esperado de mim: aceitei a terrível tarefa de atravessar os vales das montanhas Shamutanti, com meus recém-companheiros de jornada: o valente e excêntrico Ekir e o silencioso e caprichoso Azmiel que revelou-se um elfo. Juntos fizemos solenes votos de recuperar a Coroa dos Reis dos malditos homens-pássaro do alto Xamem, e nossa etapa mais perigosa começará em Kharé, a imundice que chamam de cidade!

A cada passo que dou para além da fronteira norte, em direção a danação certeira que essa missão contempla, sou levado a notar a revolta que a natureza apresenta neste lugar ermo e triste. Busco forças em canções que cantava nas fogueiras noturnas com meus antigos camaradas de patrulha, cuja a morte em cumprimento do seu dever em mãos bábaras ainda me apunhala o coração… Que Titã esmague meu peito se meu maior desejo não é por meu machado entre os olhos do víl Arquimago e voltar como um herói pra minha terra.

Ao cruzar o tenebroso portão de Cantopani, o primeiro dia de viagem já se mostrou um desafio tremendo. Encontramos um membro da pequena e feroz raça dos anões moribundo junto a uma formação de árvores a beira da estrada. Azmiel encantou a todos ao demonstrar suas habilidades ocultas, curando o velho e judiado anão. Após ajudar o pobree interroga-lo quanto ao episódio que ele passou, decidimos por bem caçar os bandidos que atacaram a comitiva do anão de nome Magnus. Após encontrar os escombros do ataque mais a frente, rastreei de onde o ataque provinha e seguimos os rastros até um paredão de rocha intransponível, exceto por uma fenda mau cheirosa e apertada por onde parece que as nossas presas fugiram. O elfo Azmiel demonstrou-se insatisfeito com a caçada, dizendo que estávamos nos desviando da missão, mas não pude deixar de concordar com o irreverente Ekir, que gesticulando como um lunático, argumentou que as estradas precisavam permanecer seguras para o povo, então começou a fazer cânticos estranhos com um dente de algum animal próximo a boca, como se estivesse contando um segredo para o mesmo, logo depois enterrou-o para em seguida, fazer literalmente brotar um goblin de aspecto execrável.

Devo revelar meu espanto e medo ao ver algo do tipo, sinto que seu olhar vago e estático contempla mistérios que eu nem consigo imaginar. Não vejo perversão e nem maldade em seus atos, mas se por um acaso ele viesse a se voltar contra Analand por algum motivo, eu temerei por meu povo. Com o goblin a frente seguimos caverna adentro até sairmos do outro lado, em um bosque desconhecido. Descemos um barranco e fui arrebatado do chão por uma armadilha rudimentar feita pelos bandidos, que ao ser acionada me fez bater com a cabeça no chão e me erguendo pela perna esquerda metros no ar. O contrapeso eram panelas velhas, pedras e cascalho, o som os atraiu até nós… Grunhidos e berros estridentes logo vieram de dentro da mata escura! Tonto como estava, tentei alcançar meu tornozelo com pressa para cortar a corda com uma adaga que carrego na bota, isso só fez a tontura aumentar e o sangramento na cabeça também, mas a sorte estava do meu lado, e a corda cedeu rápido, mas infelizmente torci o pé na queda…

De volta ao chão, com um pé torcido e um sangramento profundo na cabeça, me ergui contra seja lá o que viesse do mato, então uma flecha se alojou na minha costela; pela visão periférica, notei que Ekir se esquivou de uma e ergueu seu escudo, já Azmiel, eu não fazia idéia de onde estava, e nem tive tempo de pensar no assunto, pois dois goblins saltaram do escuro na minha frente e de Ekir. Então, uma rusga violenta começou; gritos e sons de metal se chocando contra metal ainda estão na minha memória, o resto eu não lembro, a tontura tirou o melhor dos meus reflexos neste dia. Mas não me esquecerei nunca do Troll, a criatura peluda e imunda veio correndo com olhos desvairados, farejando sangue e carne em nossa direção, um som esquisito veio de onde estava Ekir, e logo um cheiro forte de chuva também, então um raio explodiu de seu dedo na direção do Troll.. Sim, um raio! Que Titã me cegue se eu estiver mentindo, mas eu vi o que vi e ponto. A partir dai, foi mais grito, ódio e desespero por parte dos inimigos, por que obliteramos a todos sem piedade.

Preciso de mais tinta para o pergaminho, terei de pedir a Ekir mas estou evitando-o por cuidado, por que desses feiticeiros nunca se sabe…"

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DCPChamber

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