Sorcery!

Relatos do Mestre: Primeira Aventura
Nas Montanhas Shamutanti

Abaixo seguem o relato da primeira aventura, do momento em que se conheceram até sua saída pelo Portão Cantopani, e o difícil percurso através das Montanhas Shamutanti ao longo de dois árduos dias até o vilarejo Cantopani.

  • A saída pelo portão Cantopani revelou uma geografia sinistra, beirando o sobrenatural. Ossadas humanoides pontuavam os arredores do portão perpetuamente vigiado pelo Mestre da Visão, que deixou claro a dificuldade da missão dos aventureiros: eles precisam chegar em Kharé, numa difícil viagem que provavelmente poderá durar duas semanas.
  • Em poucas horas, os aventureiros progrediram das férteis planícies de Analand para uma paisagem profundamente acidentada. A solidão e abandono dos vales das Montanhas Shamutanti foi subitamente interrompida ao avistarem urubus sobrevoando um local distante.  A tensão aumentou quando, horas depois, descobriram os corpos maltrapilhos de uma senhora e um anão, este, à beira da morte. Ambos foram feridos mortalmente por flechas e golpes selvagens.
  • O anão Magnus foi salvo por Azmiel através da feitiçaria élfica, para revelar que seu trágico destino foi causado por uma covarde emboscada pelos goblins selvagens de Kakhabad. Sua caravana foi atacada e ele conseguiu ferir dois inimigos antes de fugir com a companheira. Infelizmente, os ferimentos foram demais para os dois. Antes de se separarem, os aventureiros são avisados que Makiahr poderá ser um rosto amigável em Cantopani.
  • Horas de caminhada levam os aventureiros para um profundo vale coberto por um bosque, no sopé de uma colossal e antiquíssima floração rochosa. No interior do bosque, testemunham um macabro festim ocorrendo no final do entardecer, onde urubus famintos festejavam sobre os cadáveres já irreconhecíveis espalhados. A descoberta do local de emboscada revelou que a emboscada foi mortalmente rápida e precisa. A investigação revelou pegadas dos goblins pelo interior do bosque até uma fenda no rochedo, que prosseguiu por boa parte da noite.
  • A feitiçaria de Azmiel e Ekir permitiram o grupo seguir com segurança pela fenda, atravessando o rochedo guardados pela força e determinação inabaláveis de Hakin. Do outro lado, descobriram um estreito vale coberto pelo mesmo denso bosque, pontuado por rochedos menores. A saída no alto levou os aventureiros a descerem um íngreme barranco para o interior dessa mata estranha, onde Hakin desatentamente acionou uma armadilha.
  •  O alarme foi soado! Pouco tempo depois, foram atacados selvagemente por goblins e um poderoso troll. Hakin foi ferido gravemente, suportando e revidando os ataques impiedosos dos inimigos enquanto Ekir teve de utilizar sua feitiçaria para evitar que o grupo fosse morto. Azmiel utilizou sua feitiçaria e dons furtivos para ser um perfeito suporte, disparando suas flechas com enorme precisão nos inimigos brutais. Ao final da batalha, o troll foi derrotado apenas com o uso de feitiçaria e golpes furiosos e mortais.
  • A noite de descanso foi tensa e pouco segura, dando início a um dia cansativo e de uma longa e custosa caminhada pelo caminho inicial que estava sendo traçado anteriormente.  Atravessando a desolação de vales e encostas de morros, finalmente chegaram ao final do dia em Cantopani, exaustos. A recepção foi tão rude quanto a aparência abandonada e decadente do local. Casebres arruinados pontuavam o vilarejo, habitado por figuras moldadas por gerações de abandono e solidão. A noite terminou com uma refeição simples e um sono pesado, o primeiro sob um teto desde que abandonaram a segurança de Analand.

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Os Relatos de Hakin

Aqui seguem os relatos do honrado guerreiro Hakin, nesta que é a mais perigosa missão que já recebeu: recuperar a Coroa dos Reis do cadáver do Arquimago!

- A Primeira Aventura

Como membro honrado do exército de Analand, nada menos é esperado de mim: aceitei a terrível tarefa de atravessar os vales das montanhas Shamutanti, com meus recém-companheiros de jornada: o valente e excêntrico Ekir e o silencioso e caprichoso Azmiel que revelou-se um elfo. Juntos fizemos solenes votos de recuperar a Coroa dos Reis dos malditos homens-pássaro do alto Xamem, e nossa etapa mais perigosa começará em Kharé, a imundice que chamam de cidade!

A cada passo que dou para além da fronteira norte, em direção a danação certeira que essa missão contempla, sou levado a notar a revolta que a natureza apresenta neste lugar ermo e triste. Busco forças em canções que cantava nas fogueiras noturnas com meus antigos camaradas de patrulha, cuja a morte em cumprimento do seu dever em mãos bábaras ainda me apunhala o coração… Que Titã esmague meu peito se meu maior desejo não é por meu machado entre os olhos do víl Arquimago e voltar como um herói pra minha terra.

Ao cruzar o tenebroso portão de Cantopani, o primeiro dia de viagem já se mostrou um desafio tremendo. Encontramos um membro da pequena e feroz raça dos anões moribundo junto a uma formação de árvores a beira da estrada. Azmiel encantou a todos ao demonstrar suas habilidades ocultas, curando o velho e judiado anão. Após ajudar o pobree interroga-lo quanto ao episódio que ele passou, decidimos por bem caçar os bandidos que atacaram a comitiva do anão de nome Magnus. Após encontrar os escombros do ataque mais a frente, rastreei de onde o ataque provinha e seguimos os rastros até um paredão de rocha intransponível, exceto por uma fenda mau cheirosa e apertada por onde parece que as nossas presas fugiram. O elfo Azmiel demonstrou-se insatisfeito com a caçada, dizendo que estávamos nos desviando da missão, mas não pude deixar de concordar com o irreverente Ekir, que gesticulando como um lunático, argumentou que as estradas precisavam permanecer seguras para o povo, então começou a fazer cânticos estranhos com um dente de algum animal próximo a boca, como se estivesse contando um segredo para o mesmo, logo depois enterrou-o para em seguida, fazer literalmente brotar um goblin de aspecto execrável.

Devo revelar meu espanto e medo ao ver algo do tipo, sinto que seu olhar vago e estático contempla mistérios que eu nem consigo imaginar. Não vejo perversão e nem maldade em seus atos, mas se por um acaso ele viesse a se voltar contra Analand por algum motivo, eu temerei por meu povo. Com o goblin a frente seguimos caverna adentro até sairmos do outro lado, em um bosque desconhecido. Descemos um barranco e fui arrebatado do chão por uma armadilha rudimentar feita pelos bandidos, que ao ser acionada me fez bater com a cabeça no chão e me erguendo pela perna esquerda metros no ar. O contrapeso eram panelas velhas, pedras e cascalho, o som os atraiu até nós… Grunhidos e berros estridentes logo vieram de dentro da mata escura! Tonto como estava, tentei alcançar meu tornozelo com pressa para cortar a corda com uma adaga que carrego na bota, isso só fez a tontura aumentar e o sangramento na cabeça também, mas a sorte estava do meu lado, e a corda cedeu rápido, mas infelizmente torci o pé na queda…

De volta ao chão, com um pé torcido e um sangramento profundo na cabeça, me ergui contra seja lá o que viesse do mato, então uma flecha se alojou na minha costela; pela visão periférica, notei que Ekir se esquivou de uma e ergueu seu escudo, já Azmiel, eu não fazia idéia de onde estava, e nem tive tempo de pensar no assunto, pois dois goblins saltaram do escuro na minha frente e de Ekir. Então, uma rusga violenta começou; gritos e sons de metal se chocando contra metal ainda estão na minha memória, o resto eu não lembro, a tontura tirou o melhor dos meus reflexos neste dia. Mas não me esquecerei nunca do Troll, a criatura peluda e imunda veio correndo com olhos desvairados, farejando sangue e carne em nossa direção, um som esquisito veio de onde estava Ekir, e logo um cheiro forte de chuva também, então um raio explodiu de seu dedo na direção do Troll.. Sim, um raio! Que Titã me cegue se eu estiver mentindo, mas eu vi o que vi e ponto. A partir dai, foi mais grito, ódio e desespero por parte dos inimigos, por que obliteramos a todos sem piedade.

Preciso de mais tinta para o pergaminho, terei de pedir a Ekir mas estou evitando-o por cuidado, por que desses feiticeiros nunca se sabe…"

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Os Relatos de Ekir Dagan

Aqui seguem os relatos do misterioso feiticeiro Ekir Dagan, ao longo de sua mais perigosa jornada: recuperar a Coroa dos Reis do próprio Arquimago de Mampang!

- A Primeira Aventura

"Desde o dia da Lua Negra Analand não é mais a mesma. Antes eu tinha dúvidas, agora possuo certeza absoluta. Os espíritos do mal estão contemplando a desgraça pairando sobre nossa terra. Coube aos astros achar uma forma de unir eu e meus atuais companheiros de viagem, uma resposta vaga para uma ameaça sinistra. Outros já foram enviados, na esperança de cumprir o mesmo objetivo do qual nos mobiliza, e rezo para Hamaskis mostrar a luz do caminho para esses viajantes posteriores a nós. Porém Kakhabad é uma terra desgraçada, fétida e miserável. Até as plantas e os animais aqui possuem miséria em seu aspecto. Algo não natural paira nesse ambiente. Aceitamos de bom grado a incumbência de tal responsabilidade antes de cruzar os portões da muralha norte, e com muito pesar após ouvir seu último ranger até ser trancada novamente atrás de nós. Essas montanhas, colinas, pedras, parecem ter sido repelidas e remexidas, como se o próprio Caos houvesse perturbado a terra, fazendo-a se coçar de repugnância com seu toque vil. A força e resistência de Hakin são tremendas, suas habilidades e lealdade são incontestáveis, já sua língua dispara mais rápido que um raio, mais de uma vez ele ignorou os planos traçados e falou mais do que devia. Sua presença dentro de Analand me traz a certeza da nossa terra ter um protetor valioso, já fora dela preciso ter mais atenção em não admoestá-lo e nem deixar trazer nossa ruína. Já o sr. Elfo Azmiel é um ser intrigante. Jamais pensaria estar em tal espécie de companhia, tão pouco ter o privilégio de presenciar os efeitos de sua magnífica magia. Nosso encontro foi, coincidentemente, nos portões da nossa capital Arkleton, à caminho do posto da guarda ao norte. Nossa estadia foi breve, e as notícias já esperadas. A Coroa dos Reis foi de fato furtada por homens pássaro do Alto Xamen. Libra nos proteja, a toda Analand, pois o mandante mais propício para tal crime hediondo não poderia ser ninguém menos do que o Arquimago. Jamais houve cantiga nessas terras que trouxeram pior sentimento no coração dos homens, senão os feitos horripilantes desse maquiavélico mágico. Não ouso profanar o mencionando duas vezes, mas tanto eu quanto meus companheiros não tivemos escolhas, a não ser aceitar a incumbência de sair de Analand e trazer de volta esse símbolo da nossa prosperidade. Poucas coisas foram encontradas até acharmos o cadáver de uma senhora, graças a um rastro de sangue, e seu companheiro anão, do qual apenas este o sr. Azmiel conseguiu salvar com seu poder élfico de cura. Poder muito interessante, eu jamais conseguiria trazer de volta alguém em estado tão moribundo. O pobre anão nos alertou sobre um grupo de goblins, servos do Caos, e a emboscada destes. Hakin dissertou parte da verdade sobre nossa viagem para o anão, e embora os anões sejam honrados, em Kakhabad, foi aconselhado pelo Senhor da Visão que guarda o portão do qual atravessamos, a não confiar em ninguém. Aqui é a terra do desgraçado vil, e o limite de seu poder é uma incógnita. Traçamos o percurso da caravana da qual o senhor anão e sua companheira outrora fizeram parte, e dalí achamos, já boa parte devorados por aves de carniça, alguns cadáveres do goblins e pessoas, retificando a versão do anão. Hakin achou uma passagem entre as árvores fora do caminho, perfeita para embustes, e após eu ter removido alguns dentes dos restos dos goblins, nos dirigimos por entre a mata. Tudo ficou escuro muito rápido, e o sr. Azmiel tentou ir na frente com sua agilidade élfica para desvendar o percurso. Demos de cara com um enorme paredão e uma fenda na mesma, se prolongando pedra adentro como uma caverna apertada e desagradável. Ousei invocar as forças mágicas para trazer um goblin aonde estávamos, fazendo da infeliz criatura nosso desbravador. Chegamos ao outro lado da caverna, saindo novamente nessa floresta estranha, e, graças a escuridão, a tocha, e um debate caloroso do qual  o sr. Azmiel insistia para que retornássemos, Hakin foi pego por uma armadilha de corda! Fora erguido no ar, e bem dita seja sua habilidade física, escapou rápido. Mal nos recompomos do infortúnio fomos emboscados! Malditos goblins, nos acertaram com flechas da escuridão, mas não o suficiente para nos derrubar, dois deles surgiram da breu, sedentos por sangue e violência. Respondemos na mesma moeda! Ah! Fazia tempo que eu não erguia minha espada contra esses diabos, e não descansaria até vingar a morte daquela senhora e seus companheiros. Hakin lutou bravamente, e o sr. Azmiel traçava no ar flechas com perícia exígua. Os goblins, embora assustadores pelo barulho histérico que emitem, não são proficientes no combate, utilizam selvageria, mas carecem de força e coordenação. Eliminamos os diabos, mas não rápido o suficiente. Havia um goblin com arco dentro da escuridão. Percebemos sua presença tarde demais, deixando-o clamar por uma ajuda inesperada. De longe ouvimos os tropeços e grunhidos, um troll! Essa criatura bestial, quase nos tirou toda a compostura! Não hesitei, lancei lhe o poderoso raio ZAP que o velho me ensinou! HÁ-HÁ! Por essa o troll não esperava, acertei-o em cheio, quase sucumbi ao cansaço e as injúrias da luta contra os goblins. Por pouco pereci, e meu companheiro Hakin sofreu quase tanto quanto, mas não o suficiente para deixar o troll vivo. Em uma luta desesperada pelas nossas vidas, o troll nos acertou, felizmente não em cheio. Hakin desestabilizou a criatura após desferir poderosos ataques de seu enorme machado, e numa oportunidade trespassei a criatura com minha lâmina! Foi por pouco, mas sobrevivemos. Na pressa, acabei esquecendo de pegar mais dentes de goblins, e quase nada de valor havia no local. Saímos de lá, retomando nosso caminho. Dormimos mal na caverna passagem, e em pouco tempo chegamos à vila que faz rota para Kharé. O anão encontrado no caminho nos havia citado um certo nome, Makiar, para tratar na vila, e, sem pensar muito bem, Hakin inventou uma história rápida sobre nossa origem. Ficou clara a dúvida nos cidadãos da vila sobre nós. Uma vila feia e decadente, como o resto dessa terra. Pernoitamos após uma refeição rápida na taverna local, e vamos tratar agora de seguir nossa viagem o mais rapidamente possível para Kharé. Que Hamaskis me mostre o caminho mais seguro, e que Libra nos dê forças para combater quaisquer males!"

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