Reino de Analand

Analand é um reino ao sudoeste do Mundo Antigo, que muito sofreu nos últimos séculos, vítima de incursões militares e invasões de seus vizinhos. A Grande Muralha de Analand foi um gesto tolo e idiota, construída para interromper as invasões bárbaras vindas de Lendleland Oriental. O projeto, eventualmente, foi abandonado há muitas gerações, com enormes sessões nunca finalizadas – e que dificilmente um dia o serão. Ruínas de vilarejos, cidades abandonadas e minas ancestrais ainda podem ser encontradas esparsamente nos arredores da Grande Muralha, ainda que dificilmente alguém seria corajoso o suficiente para se distanciar tanto das áreas civilizadas.

Desde o encontro da Coroa dos Reis, muita da selvageria que rondava o interior do reino desapareceu, e muitos dos perigos que o povo de Analand vivia se tornou história. Ataques vizinhos diminuíram drasticamente conforme a Coroa migrou de reino para reino, e muitas das criaturas caóticas que viviam na região foram exterminadas. Um dos grandes testemunhos da força do povo de Analand é sua capacidade de recuperar-se das adversidades, agarrando-se a fé e crença nos poderes do Bem quando outras nações teriam se entregado ao desespero.

Atualmente, Analand é uma terra agradável, habitada por pessoas honestas e trabalhadoras. A maioria dos Analandeses mora na vasta interminável planície Central que cerca o enorme Lago Libra, um local sagrado batizado em homenagem à Deusa da Justiça e Patrona de Analand. Diversos assentamentos monásticos cercam o Lago Libra, incluindo o Monastério dedicado a Hamaskis, Deus do Aprendizado e Leitura, patrono dos acadêmicos e de todos os feiticeiros. Outro monastério nas margens do Lago Libra é governado pelos Anciões das Galerias das Estrelas, encimado por uma resplandecente e inigualável abóbada de cristal. Esse grupo, composto por monges reclusos e de hábitos bastante ecêntricos, dedicam-se a estudos misteriosos e pouco conhecidos por quem não faz parte do grupo, e raramente se envolvem com os afazeres da vida cotidiana.

Analand Central é cravejada de pequenas e esparsas comunidades agrícolas de moradores duros e rudes, porém amigáveis e receptivos a viajantes educados. Bosques e pequenas matas são encontrados por toda a extensão do reino, dividindo espaço com florações rochosas e riachos que ganham velocidade conforme cortam as enormes distâncias que compõe o reino. Na longínqua região sul, conhecida como Analand Distante, jaz uma terra acidentada onde crescem inúmeros temperos e plantas das mais estranhas, cultivadas com muito cuidado e transportada por todo o continente por navios mercadores que partem da grandiosa cidade de Gummport. Alguns dos mais experientes marinheiros e navegadores transitam por esses portos; a saída para o Mar de Kakhabad é sempre incerta e requer experiência para evitar as embarcações de piratas e bandidos que navegam pela região, quase sempre se dirigindo para o Fosso dos Vermes que é Kharé, a corrupta capital de Kakhabad. Do lado oposto, quase no final das vastas planícies férteis encontra-se Arkleton, a capital do Reino, nas margens do Rio Goldflow. Sua nascente se encontra muitas léguas ao norte, no Lago Goldwater, rico em minérios e ouro. A cidade de Scarton em suas margens é basicamente composta por comunidades de mineradores, cujo principal labor envolve a perigosa mineração de ouro e outros metais nas profundezas do lago, compondo a maior parte das riquezas de Analand.

O rico potencial de Analand é recém-descoberto e apenas tem sido explorado há pouquíssimo tempo após tantos desastres em sua história. A coesão necessária para começar a organizar uma vasta e pouco habitada terra veio principalmente com a Coroa dos Reis. A construção de grandes estradas e o fortalecimento militar do reino mal havia começado quando, na Noite Sem Lua, a Coroa foi levada pelos Homens-Pássaro do Alto Xamen para Mampang. Nos dois anos que se passaram desde a Terrível Noite, Analand recrudesceu e o povo perdeu grande parte de sua esperança. Rebeliões começaram no campo e ceifaram muitas vidas, quando homens sem lei começaram a formar bandos e impor a lei da força. Pessoas começaram a abandonar vilarejos e comunidades, migrando para outros reinos e desabastecendo as cidades. Logo, fome e miséria começaram a percorrer o interior das muralhas de Gummport, Ulaak e Arkleton, e notícias chegaram de grandes incêndios no interior. As forças de Scarton precisaram se organizar às pressas para evitar novas incursões bárbaras e relatos descabidos falam de grupos de Orcs Selvagens de Kakhabad dançando nus no interior da Grande Muralha do Norte.

A vergonha que se abateu sobre o povo de Analand tem levado muitos a temer que, se a Coroa não for trazida novamente, o reino possa ruir e ser desfeito em pouco tempo. E, para o desespero geral, não há ninguém capaz de dar cabo dessa missão.

Mapa real de Analand, datado de 30 anos atrás. Autor: Vashki Numbar, Cartógrafo Real, Falecido.

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